A Intervenção da Terapia Ocupacional no Tratamento de Indivíduos em Recuperação da Dependência Química

O Terapeuta Ocupacional atua no tratamento da seguinte maneira: colhendo informações através da anamnese, do histórico Ocupacional, dos prontuários e da equipe interdisciplinar e rigorosamente – avaliando cada cliente individualmente, para oferecer um tratamento através de atividades terapêuticas baseado na observação dos déficits psico sociocognitivos de cada um.

O tratamento é em grupo (onde a mesma atividade é realizada por todos os membros, ou cada um faz a sua atividade) e o ambiente terapêutico, assim como cada atividade é escolhido com muita cautela e tem como objetivo acolher cada paciente.

O grupo é a verdadeira motivação no processo terapêutico; pois a interação, o estabelecimento de vínculos, as trocas de experiências, vivências e sentimentos facilitam a compreensão e elaboração da problemática acerca da dependência.

Na terapia ocupacional tudo se transforma – as pessoas experimentam o “criar” e o “fazer arte” através da expressão; compartilham sentimentos e emoções, trocam experiências e fortalecem os laços afetivos.

Este trabalho terapêutico também trabalha na reabilitação do dependente químico que tenha dificuldades em realizar suas tarefas cotidianas, trabalha construindo ou reconstruindo o cotidiano, observando as necessidades de cada paciente.

O terapeuta ocupacional vê o paciente de forma holística, como um todo, um ser “biopsicosocial”, utilizando atividades devidamente prescritas para alcançar seu objetivo. A escolha das atividades que farão parte do tratamento é feita de forma criteriosa pelo terapeuta para enquadrar todas as necessidades de cada paciente observando sempre as dificuldades e necessidades do mesmo além de sua satisfação dentro processo evolutivo de seu tratamento.

Todas estas atividades melhoram a auto-estima e a coordenação dos movimentos, além de estimular o mesmo a reinserir-se na sociedade.

Cada atividade proporciona a melhora ou a manutenção de um déficit perdido ou comprometido. A terapia ocupacional é mais um dos recursos terapêuticos condutores do tratamento e une-se às demais áreas: psicologia e psiquiatra dentro do programa de recuperação em dependência química.

Colaboração de Ana Paula Viel
Terapeuta Ocupacional da Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br
Tel: 11 4483 4524
11- 4483 4684

 

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VOCÊ REALMENTE QUER PARAR DE USAR DROGAS?

O começo do vício é sempre parecido. Primeiro é o consumo de maconha (ou Ecstasy) depois vem a cocaína. O crack é o próximo passo. Ele não escolhe cor, gênero, classe social ou religião. Com poder avassalador, invade a sociedade, quebra regras, transpõe limites e escraviza milhares de pessoas.

O adicto acaba deixando aos poucos o convívio familiar, amigos e trabalho. Isola-se.  A vida social passa a desaparecer. E as alucinações provocadas pela paranoia pós uso da droga começam a atormentar.

O grito por socorro vem quando existe uma consciência da própria desmoralização, quando a dor da escravidão causada pelas perdas e consequências que utilizam a droga causa acaba sendo mais insuportável do que aquele desejo desesperador de usar a substância.

O que fazer então para parar de usar drogas?

Inicie a abstinência HOJE

Isso significa parar com o uso de qualquer tipo de droga alteradora de humor – seja álcool, maconha, cocaína, xarope, comprimido para emagrecer, calmante ou qualquer outra. Há síndromes de abstinência que devem ser acompanhadas por um médico. Os sintomas podem variar de uma simples dor de cabeça ou tonturas, até crises mais graves como convulsões e alucinações, onde corre-se até risco de vida. Portanto, se o uso é prolongado ou se já teve alguns sintomas mais graves, procure ajuda médica para esses primeiros dias sem drogas, se possível em alguma clínica de recuperação. Há muitos casos em que a pessoa não consegue entrar em abstinência sem estar internado. Então considere a sua internação como uma alternativa.

Se você não tem condições de pagar uma clínica particular, então procure os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Seu objetivo é oferecer atendimento à população, realizar o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

NÃO MORRA DE VERGONHA POR PRECISAR DE AJUDA! Vergonha é focar “pipando”  em cemitério, é perder tudo na vida por causa da droga, é não ter mais dignidade, é ter todo tipo de nóia ou amanhecer bêbado na rua sem saber o que aconteceu na noite anterior. SEM ABSTINÊNCIA DE DROGAS fica impossível pensar em recuperação.

Esqueça aquela conversa de “diminuir aos poucos”

  • Isso só serve para aumentar o problema. Se for pra enfrentar essa, que seja HOJE. Não deixe pra amanhã porque cada dia que passa mais difícil vai ficando.

Procure o mais rápido possível um grupo de AA ou NA

  • Eles conhecem todos os mecanismos pra parar e você não vai se sentir sozinho. Nos primeiros dias, assista a pelo menos uma reunião por dia. Não importa se você não consegue entender o que eles estão falando, possivelmente no futuro você nem vai lembrar direito desses primeiros dias.

Evite ficar sozinho

  • Prefira a companhia de pessoas que não usam nenhum tipo de droga e o melhor lugar pra encontrar gente assim é em grupo de AA ou NA. Cuidado com seus “amigos” usuários, pois eles costumam fazer de tudo pra que você não pare de usar. Quanto menos confiança você der pra eles nesses primeiros dias melhor. Procure manter distância das velhas amizades.

Psicoterapia

  • Comece a pensar seriamente em frequentar sessões com psicólogo. Se você tem condições de pagar pelo menos uma consulta por semana, ótimo siga adiante. Se você não tem recursos financeiro (que é o caso da maioria dos dependentes quando estão usando) não se preocupe, pois há serviços gratuitos de atendimento. Procure saber na prefeitura de sua cidade, eles tem assistentes sociais dispostos a fornecer qualquer tipo de informação.

Cuidado com a “Fissura Mascarada”

  • É aquela vontade louca de usar que dá e o dependente é sempre o último a tomar consciência. Desconfie daquela vontade de sair de madrugada para comprar alguma coisa. Isso quase sempre é vontade de usar ou beber. Geralmente dura alguns meses e depois passa ou ocorre bem mais raramente. Não se preocupe com sonhos onde você aparece usando. Isso é normal e acontece com a grande maioria dos dependentes. Não se preocupe com a interpretação dos sonhos, deixe essa parte com os psicólogos.

Mude seus hábitos

  • Sem mudanças não há recuperação. Mude a TV de lugar, pinte o banheiro de outra cor. Comece a mudar tudo ao seu redor. Mas principalmente mude seus antigos hábitos. Uma das características da dependência química é a estagnação. Portanto, toda mudança será bem vinda. Evite a velha maneira de pensar e agir. E principalmente comece a ter uma atitude mais positiva com você e com os outros. Ter horário para comer e dormir será um bom hábito a ser implantado na sua vida., habitue-se a ter regras.

Não vá aos lugares antigos

  • Evite a todo custo bares e becos. Se você está devendo num bar, peça a alguém ir pagar para você. Se estiver devendo na bocada, não vá lá em hipótese alguma. Peça para alguém responsável, que saiba do risco que estará correndo, pagar a conta no seu lugar.

Encare a vida como se não houvesse amanhã

  • Não se preocupe com o “barulho”, perturbação, fissura ou qualquer outra coisa que venha ser prejudicial ao seu bem-estar. Tudo passa. Esqueça o “para o resto da vida” ou o “para sempre”. Lide com os problemas e situações conforme forem acontecendo. Lembre-se que será mais difícil enfrentar pela primeira vez qualquer situação sem estar sob o efeito de drogas, mas na segunda vez será mais fácil, pois você já terá adquirido experiência.

Saiba que existe o “luto pela morte das drogas”

  • Álcool e drogas na vida de um dependente químico sempre funcionaram com se fosse um “grande amigo”. Aquele que sempre esteve presente em todos os momentos. Esteve presente na adolescência, no primeiro namoro, nos estudos, em toda a juventude, no casamento, no nascimento dos filhos, na formatura, no serviço, na demissão, nos desentendimentos,na alegria e na tristeza. De uma hora pra outra acabar com o álcool e outras drogas funciona exatamente como a “morte” de um parente próximo. Causa depressão, tristeza, raiva. Vontade de que tudo fosse como antes. Este sentimento é normal e e acontece com todos que param de consumir a droga. O que podemos afirmar é que isto que passa, assim como tudo na vida.

Não se assuste

  • O acordar para a realidade ocorre gradativamente e aos poucos, como após uma longa noite de sono. O “perceber-se” é muitas vezes atemorizante. Tomar consciência de si, do mundo e dos outros é uma tarefa para poucos. O início da abstinência sempre é difícil. As atitudes muitas vezes ainda serão de raiva, falta de aceitação e inconformismo, mas serão substituídas por outras. Não se assuste se você começar a se sentir como um adolescente, na realidade não é um retrocesso e sim uma evolução.

Mas tudo isto só será possível se você desejar parar de sofrer, pois drogas sempre foram e sempre serão sinônimo de sofrimento.

Lembre-se: peça ajuda. Há milhares de pessoas enfrentando o mesmo drama que você e muitas conseguem se recuperar.

Sergio Castillo
Diretor Terapêutico
Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br

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Recaídas

Uma das palavras mais temidas quando falamos sobre dependência química é a RECAÍDA.

De acordo com nossa experiência, estudo acadêmico e especialização que tivemos durante muitos anos neste âmbito, acreditamos que esta é uma doença biopsicossocial, que afeta a vida do indivíduo física, psicológica e socialmente.

A abordagem de todos os tratamentos para a dependência química deve estar sempre calcada em um trabalho psicológico para que ele possa manter a sobriedade e ter a consciência de que se deve ter um “cuidado” para a vida toda, visto que não existe cura definitiva para quem se tornou dependente.

O processo de prevenção a recaída é um trabalho de reeducação dos comportamentos para que o dependente químico nunca faça novamente o primeiro uso da droga, pois basta apenas “um gole”, uma simples “tragada” para que ele recaia totalmente e volte à ativa, da mesma forma que antes. Ainda que recomece o uso com doses menores a tendência é voltar ao mesmo padrão de consumo anterior ao tratamento (ou até mais intenso) uma vez que a dependência química á uma doença progressiva e o corpo e o cérebro irão sempre solicitar quantidades maiores para que se tenha o mesmo prazer.

Como então vencer o risco da “recaída”?

O dependente químico que passa por um tratamento sério e bem estruturado passa por várias abordagens terapêuticas obtendo várias experiências – o que o leva a um desenvolvimento psicológico para vencer as drogas, ocorrendo uma mudança sistemática de comportamento e conhecimento sobre a sua doença.
 
É muito comum vermos pessoas que passam por tratamento relacionado à dependência química (e que muitas vezes ficam muitos anos limpos) voltarem ao consumo de drogas – por que isto acontece?

Primeiramente, as recaídas devem ser vista também como parte do processo da dependência química, desta forma, não há necessidade de desesperança nem dos que são dependentes químicos ou mesmo dos familiares.

As recaídas são a pratica do confronto entre a realidade da vida com a realidade da dependência particular de cada um. O resultado está certamente no que quer o dependente para sua vida já de posse de todo conhecimento e estrutura psicológica existente em seu consciente.

Muitas vezes as recaídas ocorrem pela falta de observação dos sinais de risco, por comportamentos inadequados, pelo tratamento inadequado ou incompleto, pelo não envolvimento da família no tratamento, enfim diversos motivos podem levar ao processo de recaída.

Recomendamos algumas ações para que se evite então esta experiência tão dolorosa:

1- Voltar ao controle dos comportamentos e emoções

Após uma recaída, deve-se retomar o controle de suas emoções, memórias, julgamentos e comportamentos. É uma hora de extrema crise para o adicto e sua família. A recaída “quebrou” a sua vida. É normal que a pessoa se sinta desapontada e cheia de culpas. O adicto necessita de ajuda e precisa se voltar para pessoas em quem confie e que podem ajudá-lo a retomar os passos necessários para estabelecer sua sobriedade.

Se o dependente químico estiver incapaz naquele momento de manter consistência entre suas emoções e comportamentos deve então buscar um centro de tratamento com ajuda profissional para conseguir se estabilizar novamente.  Com acompanhamento profissional ele conseguirá retomar sua vida de forma mais rápida, pois este indivíduo já sentiu que é possível se manter abstinente, já provou os prazeres da abstinência – precisa apenas retomar o processo.

Por isto, é de extrema importância que o dependente químico não esteja isolado, quer seja com a ajuda de um profissional ou de grupos anônimos, ele precisa de alguém (em quem confia) que o ajude a sinalizar e evitar  atitudes que podem levá-lo a recaídas e ao consumo de substâncias.

Sem nenhum acompanhamento profissional dificilmente ele conseguirá retomar os comportamentos corretos, após um processo de recaída.

Sempre explicamos que o processo de recaída antecede muito o consumo de drogas, geralmente o dependente químico recai nos comportamentos errados muito antes de recair no consumo de drogas – este se torna apenas conseqüência de todo o processo anterior.

2. Fazer uma auto-avaliação

A segunda etapa seria descobrir e avaliar o que ocasionou a recaída. Isto é feito revisando o histórico do uso de substâncias, assim como os sinais de aviso específicos e sintomas que ocorrem durante tentativas de conseguir abstinência.

Esta informação fornecerá indicativos do que foi feito errado e o que pode ser feito diferente para melhorar suas chances de sobriedade permanente. Lembre-se que seu passado é seu melhor mestre. Se você falhar em aprender com seu passado, você está fatalmente fadado a repeti-lo.

3. Educação

Para prevenir a recaída é preciso entender como ocorre – quanto mais informações você possuir sobre a adicção, recuperação e recaída, mais ferramentas você terá para manter sobriedade.

É necessário entender o que lhe põe em alto risco, o que pode acionar a recaída e o que se precisa fazer para preveni-la.

Lembre-se, o programa de educação não está completo ate que o adicto seja capaz de aplicar honestamente a informação que aprendeu da própria vida e das atuais circunstancias da mesma. Adicção é a doença da negação e isto pode impedi-lo de reconhecer o que acontece realmente.

4. Identificação dos sinais de aviso

Entender quais os fatores de risco, o que promoveu esta recaída, quais foram os gatilhos e comportamentos que levaram a este processo.

Toda pessoa tem um conjunto pessoal e único de sinais que indicam que o processo de recaída está acontecendo. Estes são sinais para o próprio dependente e para os outros de que um processo de recaída está acontecendo.

Estes sinais podem ser problemas de saúde, problemas de pensamento, problemas emocionais, de memória ou de julgamento e comportamento adequado. E preciso desenvolver uma lista de sinais de aviso pessoais ou de indicações de que pode estar em perigo. A lista de avisos deve ser desenvolvida de experiências das recaídas passadas.

É necessário então eliminar os fatores de risco e aumentar os fatores de proteção.

5. Administração dos sinais de aviso

É preciso ter planos concretos para prevenir e parar os sinais de aviso da recaída.

Cada sinal de aviso na verdade é um problema que você precisa prevenir ou resolver. Se você quer evitar um problema, precisa revisar cada sinal de aviso e responder a questão: Como posso evitar que este problema aconteça?

É essencial que se estabeleçam novas respostas para identificar sinais de aviso de recaída. Determinar o que irá fazer quando reconhecer que um sinal de aviso está acontecendo em sua vida. Que ação positiva pode se tomar que remover o sinal de recaída?

Listar várias alternativas lhe dará mais oportunidades de escolher a solução e ter alternativas caso a primeira escolha não funcionar. Escolha uma opção razoável que pareça oferecer a melhor possibilidade de interromper o processo de recaída. Esta será a resposta nova quando perceber um sinal de recaída em particular.

Pratique cada nova resposta até se tornar um hábito. Se a nova resposta estiver disponível para na hora de stress alto, haverá a necessidade de praticá-lo na hora em que o stress estiver baixo.

Pratique e pratique até que a resposta torne-se um hábito. Se a resposta nova falhar para interromper o sinal de aviso, estabeleça um plano novo mais efetivo.

Se não se possuir um plano, não será capaz de interromper estes sinais, quando ocorrerem.

6. Treinamento do inventário

Uma das estratégias simples e comumente utilizadas pelos grupos anônimos (que se baseiam na filosofia dos 12 passos) é o inventário diário – o chamado de 10º passo, que monitora os sinais de aviso de uma recaída em potencial.

O 10o. Passo do A.A. lembra-nos que devemos continuar a fazer um inventário pessoal e quando estivermos errados admitir prontamente. Um inventário diário é necessário para ajudar a identificar os sinais de aviso de recaída antes de a negação ser reativada. Qualquer sinal de recaída pode ser o primeiro passo para voltar a beber ou ter um colapso emocional e físico. Sem um inventario diário o adicto irá ignorar os sinais iniciais e então não será incapaz de interromper a síndrome da recaída quando esta se tornar mais aparente.

Desenvolva uma maneira para incorporar este sistema de inventário na vida no seu dia-a-dia – recomendamos que se estabeleça um ritual.

Este ritual de inventário pode ser feito a noite, sempre antes de dormir, por escrito. Reveja as tarefas do dia, identifique o que você manuseou bem e o que precisa melhorar!

Que forças você utilizou para enfrentar os desafios do dia? Como você pode reforçar e aumentar sua força? Que fraqueza ficou aparente e como você pode corrigir os defeitos e melhorar nestas áreas?

Olhe cuidadosamente na sua lista de sinais de recaída pessoal. Alguns deles estão presentes em sua vida? O que você esta fazendo para corrigir estas situações? Existem outros sinais de aviso que podem ser acrescentados a sua lista?

Este diário será útil para que você reveja seu progresso na recuperação e para acompanhar os sinais de recaída. Isto ajudará a ver que você se está fazendo progressos na sua recuperação.

Apenas saber quais são os seus sinais de aviso não irão necessariamente lhe ajudar. Lembre-se que os sinais de recaída se desenvolvem inconscientemente. Você não sabe que eles estão acontecendo.

O inventário juntamente com a administração dos sinais de aviso serão capazes de interromper o processo de recaída.

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Por fim, recomendamos que as famílias de dependentes químicos não entrem em crises quando se depararem com recaídas – mas sim tenham a certeza que estas voltas às drogas ou bebidas compulsivas podem ser instantâneas e rápidas – desde que se busque ajuda rapidamente, o que é fundamental para que o dependente químico mantenha a sobriedade. Não deixe que a vergonha, raiva, culpa lhe domine – simplesmente busque ajuda!

Um dependente químico que almeja a sobriedade e a busca, jamais aceita naturalmente os momentos de recaídas instantâneas, pois ele sofre – e assim, de posse do que sabe, constrói mecanismos próprios para restabelecer a sobriedade novamente.

É neste sentindo que dizemos que o processo de recuperação é lento, pois para alguns é através de algumas recaídas e o conhecimento adquirido (somando-se ao desejo de vencer as drogas) que muitos conseguem deixá-la definitivamente.

Sergio Castillo
Diretor Terapêutico
Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br

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O difícil retorno do dependente químico ao convívio social

O retorno do dependente químico, após um período de tratamento, sempre gera medo, expectativas e frustrações em todos os membros da família.

Geralmente quando o dependente químico em recuperação volta para casa à família fica feliz, mas há uma desconfiança, uma dúvida, pois será difícil confiar em alguém que os feriu, que tanto mentiu, que traiu a confiança, que cometeu abusos, que muitas vezes roubou e cometeu outros atos ilícitos para conseguir a droga.

Freqüentemente, este problema acaba gerando fortes sentimentos de culpa, raiva, frustração e medo em todos os membros da família.

O dependente químico quando chega necessita de apoio e preparo psicológico da família, pois terá muitos obstáculos pela frente, como o preconceito que se constitui na sociedade. É nessa fase que um dependente químico necessita mais do amparo familiar, pois agora terá que começar do zero, sem contar nas grandes dificuldades que enfrentara para se inserir novamente na sociedade. Por isto é de fundamental importância que a família também faça acompanhamento terapêutico para que saiba lidar com o dependente químico e também para que possa retomar sua vida, deixando de viver em função deste dependente.

Preconceito

O primeiro obstáculo que um dependente químico enfrentam é o preconceito constituído na sociedade. Por associar o uso de drogas com marginalização, grande parte da sociedade ainda vê um dependente químico como marginal, e com isso não acredita na sua recuperação, inibindo assim a chance que ele tenha novas oportunidades profissionais e sociais.

Somente para ilustrar a ignorância e preconceito de nossa sociedade, no ranking dos grupos mais repudiados no País, de acordo com pesquisa de opinião publicada em fevereiro de 2009 pela Fundação Perseu Abramo, os usuários de drogas aparecem em segundo lugar no grau de aversão, perdendo apenas para os ateus. Entre as pessoas que o brasileiro menos gostaria de encontrar na rua, viciados em drogas aparecem em primeiro lugar, na opinião de 35% dos entrevistados. Em seguida, vêm os profissionais do sexo e os gays.

O preconceito contra o dependente químico é acentuado pela escalada da violência relacionada ao tráfico, destacada pela mídia. Muitas pessoas acreditam que todo usuário de droga está ligado ao crime.

Muitas vezes, o próprio usuário tem preconceito em relação a sua doença e este preconceito e a marginalização do usuário atrapalham seu tratamento. Muitos não se aceitam como dependente químico e relutam em buscar apoio. Quando finalmente o fazem, a situação pode já estar fora de controle.

O dependente químico causa preconceito justamente porque a questão é cercada de valores e conceitos morais. Apesar disso, quase todas as famílias no Brasil têm algum dependente químico, seja de drogas ilícitas, álcool, cigarro ou drogas lícitas, os medicamentos – mesmo que ainda não tenham consciência do assunto ou apenas não querem ver que existe um problema.

Ao invés vez de perceber o usuário de drogas como vítima, como alguém doente que necessita de ajuda, a sociedade, historicamente, encarou o consumo de drogas pelo viés da repressão e “demonizou” a pessoa que precisa de acolhimento: é como se o usuário fosse um “diabo” que tivesse de ser banido da sociedade.

Dados de 2010 indicam que há 1,2 milhões de usuários ativos de drogas no Brasil – a população quase equivalente ao estado de Porto Alegre. Somente em 2011, contabiliza-se que SUS (através do CAPs) atendeu 250 mil usuários de drogas por mês no Brasil. Não temos estatísticas para o número de internados em clínicas particulares.

Vergonha

Um dos obstáculos para o tratamento da dependência química é a vergonha dos familiares em aceitar que a droga é um problema naquele lar. Quando o dependente é encaminhado para o tratamento, os familiares sentem-se envergonhados perante os vizinhos ou perante a própria parentela e amigos.

O preconceito da própria família do dependente agrava o problema, pois muitos têm vergonha de admitir que possuam um dependente químico em casa e por isso se afastam e todos estes fatores dificultam a recuperação.

Como é o processo de reinserção

O processo de reinserção de um dependente químico na sociedade geralmente é bastante dificultado pela falta de envolvimento da família no tratamento, pela ignorância e preconceito da sociedade, pela fraca exposição do assunto na mídia. 

Durante nossa longa trajetória no trato com dependentes químicos temos visto muitos casos em que o paciente não quer retornar ao lar, prefere estar internado, pois não se sente “seguro” em voltar ao convívio familiar, tamanhas são as cobranças, as pressões, atitudes de desconfianças, falta de apoio, falta de assertividade – entre outras atitudes negativas. Entenda-se que apoiar não significa deixar de dar limites ou de orientar.

A família deve estar preparada para receber o dependente químico em casa, seja através do tratamento via terapia familiar, seja via acompanhamento nos grupos de Naranon, Amor Exigente, Al-Anon e principalmente com sua mudança de postura.

O dependente químico deve ter na família sua rede de apoio. Que ela seja seu porto seguro, responsável também por nortear e dar limites e ser a sinalizadora dos comportamentos de recaída na medida em que o dependente químico deixa de cumprir tudo aquilo que é sugerido.

É necessário que a família tenha pleno conhecimento de como agir assertivamente com aquele que se encontra em processo de recuperação. Quando se fala em assertividade, estamos falando em se comunicar corretamente, em estar disponível  para ajudá-lo na busca da recuperação, porem sem trazer para si (família), individual ou coletivamente, este fardo.

Cabe também ao dependente químico fazer sua parte, assumir suas escolhas e responsabilizar-se pelos seus atos. Só assim estará em pleno processo de recuperação!

Durante o seu tratamento o dependente químico deve ter sido estimulado a buscar sua capacidade de lutar em prol de si mesmo, como protagonista da sua história de vida, a procurar se comunicar de forma correta e a ser mais assertivo em todas as suas comunicações e atitudes.

O dependente químico precisa adotar medidas de prevenção a recaídas que geralmente recebeu no seu período de internação e precisa continuar freqüentando os grupos de 12 passos e ajuda mútua. Ele também precisará uma mudança profunda na sua forma de pensar e agir. 

Em relação à sociedade  é necessário que haja uma educação neste sentido, que deixe de estigmatizar a dependência química e comece a entendê-la como uma doença. Nossas autoridades e a mídia precisam estar mais alerta e mais envolvidas no assunto. As Drogas têm causado um “desastre social” devastador à nossa sociedade e suas famílias, especificamente à juventude e enquanto não houver iniciativas no sentido de alertar e tomar medidas necessárias, esta situação tende a se tornar cada vez pior.

O uso de álcool, maconha e cocaína, entre outras drogas, são freqüentes no ambiente de trabalho, mas seu uso muitas vezes passa despercebido. E necessário também que haja mais programas de prevenção e combate ao uso de drogas nas empresas, já que hoje o tema tem se tornado um tabu. O problema é que queda na produtividade, absenteísmo e falta de motivação nem sempre são atrelados ao uso de drogas pelos funcionários. Por isto, é necessário que as empresas estejam mais informadas a respeito da dependência química e comecem a adotar medidas preventivas e corretivas.

Enfim, faz-se necessário uma série de medidas conjuntas para que este mal diminua em nossa sociedade e alertas de este mal pode um dia “bater” a sua porta – o que você fará?

Sergio Castillo
Diretor Terapêutico
Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br

Contribuição especial de: Welodimer Neustädter (psicólogo da Grand House) 

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Sexo e Drogas

Você precisa de álcool e/ou outras drogas para tomar coragem?

O álcool e outras drogas podem fazer algumas pessoas se sentirem mais confiante sexualmente, ou mais sexy em geral.  

No começo as drogas podem aumentar o desempenho sexual e dar certo “gás” para seções de sexo mais longas (algumas têm poder afrodisíaco incrível). 

No entanto, o uso contínuo e prolongado de substância tende a gerar inapetência por sexo, além de impotência e diminuição ou ausência de prazer.

Diminuição de inibições e “sexo selvagem”

Várias substâncias podem diminuir nossas inibições. Podemos nos aproximar de alguém que achamos que não conseguiríamos se estivéssemos sóbrios ou ficamos mais ousados sexualmente do que normalmente ficaríamos, sem o uso da substância.

Algumas pessoas, inclusive, acabam se tornando dependentes químicos justamente por esta questão: começam utilizando substâncias para perder a inibição, sentem prazer, sentem-se potentes, viris, aumentam o consumo e acabam perdendo o controle de suas vidas.

Algumas drogas podem elevar a sensibilidade do nosso corpo, fazendo o sexo ficar mais ‘tocante’.

Outras substâncias são utilizadas porque ajudam em determinados tipos de práticas sexuais, são drogas utilizadas para que seja mais fácil praticar o “sexo” mais selvagem e longo (principalmente considerando práticas de sexo anal).

Entretanto, sexo mais selvagem e mais duradouro significa mais chance da pele machucar ou cortar (dentro do corpo, na pele do pênis, da vagina ou do ânus). Isto facilita a transmissão do HIV, além de outras DSTs. Sexo selvagem e duradouro também aumenta o desgaste da camisinha, a borracha fica mais fácil de rasgar depois de 30 minutos.

O uso de drogas poder também ser uma “saída” (ainda que esteja mais para “cilada”) de encobrir sentimento que estão incomodando, talvez os velhos sentimentos de a pessoa se vê, sua sexualidade ou como se relaciona com os outros.

Drogas, sexo e “loucuras”

A forma como as drogas diminuem o controle tem seu lado bastante negativo. Á pessoa pode resolver fazer coisas que não faria sóbria, incluindo práticas de alto risco, como sexo sem utilizar nenhuma proteção.

Apesar de alguns dependentes químicos culparem as drogas por ‘terem sido levados’ a fazer sexo sem proteção, geralmente o caso é que a droga simplesmente facilita atitudes que estas pessoas já sentiam o desejo de fazer antes da utilização.

Existe também a possibilidade do usuário se acostumar com o sexo estimulado pelo uso drogas, e com isso achar o sexo normal “sem graça” e isto acaba sendo uma “armadilha”.

Cada droga tem seu efeito no sexo

O álcool, tão usado “socialmente” é bem mais conhecido sobre seus efeitos sobre o sexo. É comum ouvirmos sobre como uma dose de álcool aumenta o desejo sexual, desinibe, facilita o sexo.

Doce ilusão! Com mais algumas doses a mais e o uso constante da substância a impotência acaba sendo um evento presente para o homem. A mulher deixará de sentir prazer, embora, enquanto esteja eufórica sinta-se bem e feliz. Um problema: para mulheres e homens aumenta muito a dificuldade em sentir orgasmos. Para aquelas mulheres que já têm grandes dificuldades em chegar aos orgasmos, com álcool tudo ficará pior. Para o homem, além da possibilidade da impotência, muitos experimentarão a falta de ejaculação.

A maconha gera (além de um efeito letárgico para os usuários diários) a esterilidade, somente após cessar o uso da maconha a produção de espermatozóides poderá retornar ao normal. Com a baixa de produção de espermatozóides ocorre a diminuição de hormônios masculinos, o que tira a condição fisiológica do desejo sexual; assim ocorrerá a falta do apetite sexual, diminuição da procura de sexo (sejam as fantasias sexuais, masturbação ou coito).

O efeito da cocaína é inibidor para o desejo sexual em si. A necessidade de falar, de se movimentar, de se manter em atividade física geralmente tira o sexo do cardápio. Além da inibição do desejo de sexo, a cocaína deverá diminuir a possibilidade de ereção, conduzindo a episódios de impotência sob uso da substância.

Os mesmos efeitos devem ser esperados com o Crak. Apesar disto, há relatos de homens que se mantiveram em ato sexual por muito tempo, embora não ejaculassem e nem tivessem prazer orgástico.

A heroína traz efeitos letárgicos e sensações de prazer sem a necessidade do relacionamento entre as pessoas, incluindo o sexual. Então o sexo acaba não sendo tão necessário.

As drogas que causam alucinações trazem um efeito prazerozo diferente do sexo: possibilita estar fora da realidade, ver e sentir coisas e que não estão ao alcance dos sentidos sexuais.

Conhecida como a droga do amor, o Ectasy tem como efeito principal aumentar a sensibilidade e o desejo sexual. Porém, quanto mais freqüente o uso da droga menos sentirá seus efeitos, e é aí que pode entrar outras “combinações” ainda mais perigosas.

O uso destas drogas nas “baladas” tornou-se prática tão comum que a maioria das casas noturnas faz vista grossa para elas. Só que agora a imprudência e a vontade de experimentar sensações desconhecidas vêm conduzindo os frequentadores de clubes noturnos e raves a um comportamento de duplo risco: além de usarem nas pistas substâncias ilegais de todo tipo, muitos passaram a misturá-las com um coquetel de drogas farmacêuticas de acesso fácil e efeitos devastadores. Muitos utilizam remédios para impotência (ou para tratamento de AIDS), anestésicos veterinários , LSD, Cocaína e LSD combinado com Ecstasy – tudo para aumentar a euforia e o prazer sexual.

Sensações prazerosas, que podem porém ser ameaçadas pelo risco do usuário sofrer convulsões, depressão, danos cardíacos, impotência e até mesmo a morte.

Portanto, sexo e drogas é sempre uma combinação perigosa.  É preciso tomar consciência que tudo o que se encontra fora de nós, nunca vamos poder controlar – portanto nada poderemos esperar, além de destruição vinda do consumo de drogas.

Sergio Castillo

Diretor Terapêutico 
Clínica Grand House
www.grandhouse.com.br

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Dependência é diferente de “vício”

Primeiramente, vamos entender o que é a dependência química:

A dependência química é um estado resultante do uso habitual de drogas (ou qualquer substância química, incluindo álcool e até medicamentos), no qual existem sintomas físicos negativos de abstinência quando há interrupção abrupta e que é causada ou precipitada por um complexo de fatores genéticos, bio-farmacológicos e sociais.

A dependência química é uma doença crônica e reincidente, que envolve mudanças no cérebro que levam ao consumo compulsivo de drogas – sempre com conseqüências devastadoras. A decisão inicial de usar uma droga é voluntária, mas seu uso crônico pode precipitar mudanças cerebrais que comprometem os sistemas de recompensa, motivação e mesmo o livre-arbítrio.

Por que usamos o termo Dependência Química?

 “QUÍMICA” por que se refere ao fato de que o que provoca a dependência é uma substância química. O álcool, embora a maioria das pessoas o separe das chamadas “drogas ilegais”, é uma droga tão ou mais poderosa em causar dependência química em pessoas predispostas quanto qualquer outra droga – ilegal ou não.

Existe diferença entre a dependência e o vício?

A dependência é diferente de vício. O vício é caracterizado como um mau hábito e a dependência é caracterizada por uma necessidade compulsiva em relação ao objeto da compulsão, do desejo.

Vamos explicar melhor a diferença entre vício e dependência:

Dependência é o impulso que leva a pessoa a usar uma substância química de forma contínua (sempre) ou periódica (freqüentemente) para obter prazer. Para entender a dependência, o objeto de compulsão não é tão importante. Uma pessoa pode ser dependente do trabalho, do jogo ou das compras, das drogas, da comida, do álcool, de sexo – qualquer coisa feita de forma freqüente e compulsiva, da qual a pessoa não consegue se livrar e é absolutamente impotente perante ela.

No caso da dependência química, a pessoa é totalmente dominada pela substância, podendo passar pela SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA se privada do uso da droga ou álcool.

Vício (do latim “vitium”, que significa “falha ou defeito” ) é um hábito ou costume repetitivo adquirido que traz algum tipo de prejuízo ao viciado ou aos que com ele convivem.

Vício seria algo como um mau costume: por exemplo – roer unhas, mascar chicletes, mudar sempre os móveis de lugar, comer chocolate, pensar de forma negativa etc.

Todos nós temos algum tipo de vício, seja mais ou menos nocivos. Porém, o vício é normalmente algo ruim, pois cria padrões de comportamento, o seu oposto é a virtude.

“Toda forma de vício é ruim, não importa que seja droga, álcool ou idealismo.” Carl Gustav Jung

Para entender melhor o vício: uma pessoa que tem o hábito de fumar, não tem vício por cigarro e sim uma dependência por cigarro, pois sua falta traz fissura, nervosismo, desconforto físico e um desejo incontrolável –  a pessoa não vê a hora de poder fumar novamente. Existe, no caso do cigarro, uma dependência física e psicológica – não é simplesmente um vício. Muitas vezes o fumante necessita, para abandonar o cigarro, recorrer a medicamentos, tratamentos específicos ou mesmo grupos de auto-ajuda.

Temos evidências de que os mecanismos cerebrais de dependências comportamentais, como, por exemplo, o prazer no jogo compulsivo, são similares aos produzidos por drogas. As substâncias psicoativas interferem nos mecanismos de recompensa, controlados pelo neurotransmissor dopamina.

A maioria das drogas aumenta exageradamente a produção de dopamina, o que sobrecarrega o sistema de motivação e afeta circuitos cerebrais como a memória, a tomada de decisões e a motivação. No caso do jogo compulsivo, ele interfere nos mesmos circuitos cerebrais.

Drogas que causam tanto o vício quanto a dependência química:

As drogas que mais causam dependência são as ilegais assim como alguns remédios vendidos sob prescrição médica, o álcool e a nicotina. Entre as drogas que causam dependência estão:

Estimulantes:
* Anfetaminas e meta-anfetaminas.
* Cocaína.
* Nicotina.
* Maconha.

Sedativos e hipnóticos:
* Álcool.
* Barbitúricos.
* Benzodiazepinas.
* Metaqualona.

Opiatos e analgésicos opióides:
* Morfina e codeína.
* Opiatos semi-sintéticos como heroína
* Opiatos sintéticos como fentanil

Além das citadas aqui existem várias outras substâncias que podem causar dependência que atualmente considera-se possuam valor médico e só podem ser usadas com orientação médica.

Em qualquer caso em que há dependência, o indivíduo necessita ser tratado.

Qual a perspectiva de cura através de tratamento específico?

Os tratamentos mais eficazes incluem as terapias comportamentais (além de outros recursos, por exemplo medicamentos nos casos em que há transtornos psiquiátricos). Para as dependências severas, necessitamos de um sistema de cuidados crônicos, com a consciência de que recaídas podem acontecer e devem ser rapidamente tratadas.

O importante é que haja a conscientização de a dependência requer tratamento, seja ela qual for.

Sergio Castillo

Diretor Terapêutico – Clínica Grand House

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